Gerador de Hash
Digite um texto e veja os quatro hashes mais usados de uma vez, com o contexto de segurança de cada um.
Hash é via de mão única — não tem "descriptografar"
"Como descriptografar um MD5?" é a pergunta mais comum sobre o assunto, e a resposta é que não existe essa operação. Hash não é criptografia: ele não guarda a informação original, apenas produz uma impressão digital de tamanho fixo a partir dela.
Qualquer entrada, de uma letra a um filme inteiro, vira sempre o mesmo número de caracteres. Como existem infinitas entradas possíveis e um número finito de saídas, a informação é irremediavelmente perdida no caminho.
Os sites que "quebram" MD5 não revertem nada: eles consultam tabelas gigantes de valores já calculados. Funcionam com senhas comuns, e falham com qualquer coisa que nunca tenha sido computada antes.
Qual usar, e para quê
MD5 está quebrado para segurança desde 2004, quando colisões práticas foram demonstradas — é possível construir dois arquivos diferentes com o mesmo MD5. Continua útil apenas para detectar corrupção acidental de arquivo, nunca contra um adversário.
SHA-1 caiu em 2017 com o ataque SHActered, que produziu dois PDFs distintos com o mesmo hash. Foi removido de certificados e assinaturas, e não deve ser usado em nada novo.
SHA-256 é o padrão atual para integridade e assinatura digital. É o que sustenta certificados TLS e a cadeia do Bitcoin.
SHA-512 é da mesma família, com saída maior. Curiosamente, costuma ser mais rápido que o SHA-256 em processadores de 64 bits, porque trabalha com palavras desse tamanho.
Nenhum deles serve para guardar senha
Este é o ponto prático mais importante da página. A qualidade que torna SHA-256 excelente para integridade — ser extremamente rápido — é exatamente o que o torna péssimo para senha. Uma GPU moderna calcula bilhões de SHA-256 por segundo, e um ataque de força bruta sobre um banco vazado percorre listas inteiras em minutos.
Hash de senha precisa ser deliberadamente lento e usar um sal diferente por usuário, para que duas pessoas com a mesma senha produzam hashes distintos e para que tabelas pré-calculadas não sirvam.
Os algoritmos feitos para isso são bcrypt, scrypt e Argon2, este último o vencedor da competição de hashing de senhas e a recomendação atual para projetos novos. Todos têm custo ajustável, para acompanhar o hardware ao longo dos anos.
Efeito avalanche
Mude uma única letra do texto e observe: o hash muda por completo, não em um pedaço. Essa propriedade se chama efeito avalanche, e existe para que não seja possível inferir nada sobre a entrada a partir da semelhança entre saídas.
É o que permite usar hash para verificar integridade: se um único bit do arquivo baixado for diferente, o hash não bate, e a diferença é evidente em vez de sutil.
Onde isso aparece na prática
Verificar download — distribuições Linux e projetos de código aberto publicam o SHA-256 dos arquivos. Comparar o hash do arquivo baixado com o publicado detecta corrupção e adulteração.
Deduplicação — sistemas de armazenamento identificam arquivos idênticos comparando hashes, sem precisar comparar conteúdo byte a byte.
Git — cada commit é identificado por um hash do seu conteúdo, o que torna o histórico verificável.
Cache e ETag — servidores usam hash do conteúdo para responder se um recurso mudou desde a última visita.
Continue por aqui
- Base64 — a diferença essencial: Base64 volta atrás, hash não — e confundir os dois vira falha de segurança.
- Gerador de Senha — se o objetivo era proteger uma senha, comece por gerar uma que valha a pena proteger.