Validadores de Documentos

Verifique se um CPF, CNPJ, PIS, CNH, RENAVAM ou cartão de crédito tem dígitos verificadores corretos, com o passo a passo do cálculo.

Validar um documento é conferir se os dígitos verificadores fecham — uma conta de aritmética modular que detecta erro de digitação antes que ele entre no seu banco de dados. É o que impede que um 3 trocado por 8 vire um cadastro inutilizável descoberto seis meses depois.

Os validadores desta categoria não consultam base alguma e não é isso que eles fazem: eles calculam. Um CPF pode passar na validação e mesmo assim não existir na Receita Federal, porque o dígito verificador só prova que o número é bem formado, não que foi emitido. Situação cadastral, titularidade e regularidade só a fonte oficial responde, e cada página diz qual é e onde consultá-la.

Além do veredito, mostramos a memória do cálculo: os pesos aplicados, a soma, o resto da divisão e o dígito esperado. Serve tanto para quem quer só a resposta quanto para quem está implementando a mesma validação em código e precisa conferir onde a própria conta divergiu.

7 ferramentas em Validadores

Como funciona o dígito verificador

CPF, CNPJ, PIS/PASEP, RENAVAM e título de eleitor usam variações do mesmo método: o módulo 11. Cada dígito do número é multiplicado por um peso que decresce da esquerda para a direita, os produtos são somados, e o resto da divisão dessa soma por 11 determina o dígito verificador — com a convenção de que resto 0 ou 1 resulta em dígito 0.

O cartão de crédito segue outro caminho, o algoritmo de Luhn, criado em 1954: dobram-se os dígitos em posições alternadas, somam-se os algarismos resultantes, e o total precisa ser divisível por 10.

Ambos existem pelo mesmo motivo — detectar erro de digitação no momento da entrada, antes que um número inválido entre no cadastro. Cobrem bem os dois casos mais comuns: um dígito trocado e dois dígitos adjacentes invertidos.

Validar não é consultar

Esta é a distinção que mais gera confusão, e ela importa. Um CPF pode passar em todos os validadores do mundo e mesmo assim não existir: o cálculo prova apenas que o número é bem formado, nunca que foi emitido, que está regular ou a quem pertence.

Situação cadastral, titularidade e regularidade vêm só da fonte oficial — Receita Federal para CPF e CNPJ, Caixa e INSS para PIS/PASEP, DETRAN para CNH e RENAVAM, Justiça Eleitoral para título. Cada página indica qual é a fonte do seu caso e onde consultá-la.

Na prática, a validação serve como primeira barreira do formulário, e a consulta oficial como confirmação quando o cadastro exige certeza. Trocar uma pela outra é a origem de boa parte dos cadastros com documento inválido em produção.

Os casos-limite que quebram validadores mal escritos

Sequências de dígitos repetidos — 111.111.111-11, 000.000.000-00 e as demais — satisfazem a matemática do módulo 11 e passariam por um validador ingênuo. Nenhuma delas é documento válido, e todas precisam de rejeição explícita. É o erro mais comum em implementação caseira.

Depois vêm o resto de divisão igual a 10, que exige a convenção de tratamento correta, e o dígito verificador igual a zero, que quebra código escrito com comparação de string malfeita. Nossos validadores tratam os três casos, e as páginas mostram a conta passo a passo justamente para quem está implementando a mesma verificação e precisa achar onde a própria diverge.

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