Validador de CPF
Verifica se um CPF é válido.
Como funciona a validação de CPF?
Validar um CPF significa verificar se ele respeita as regras matemáticas definidas pela Receita Federal — não significa verificar se pertence a uma pessoa real. A validação matemática detecta erros comuns de digitação (dígitos trocados, um dígito errado) e números inventados, mas não faz consulta a nenhuma base de dados.
O algoritmo verifica se os dois últimos dígitos (verificadores) foram calculados corretamente a partir dos nove primeiros usando pesos matemáticos específicos. Se sim, o CPF é matematicamente válido. Se não, é impossível ser um CPF real emitido pela Receita.
Por que validar CPF é importante?
Prevenção de erros de digitação: ao cadastrar clientes, alunos, pacientes ou fornecedores, validar o CPF na hora evita cadastros incorretos que causariam problemas depois (dificuldade de encontrar registros, envio de comunicações erradas, problemas em consultas fiscais).
Detecção de fraude simples: pessoas mal-intencionadas às vezes inventam CPFs em cadastros. A validação matemática pega a maioria desses casos.
Requisito legal: alguns sistemas fiscais e obrigações acessórias exigem que apenas CPFs matematicamente válidos sejam armazenados.
Integridade de dados: bancos de dados com CPFs inválidos causam problemas em relatórios, integrações e transferências para outros sistemas.
Algoritmo de validação detalhado
O processo tem quatro etapas:
1. Verificar formato: extrair apenas os dígitos numéricos. Se não houver exatamente 11, é inválido.
2. Rejeitar sequências repetidas: 000.000.000-00, 111.111.111-11, 999.999.999-99 e outros com todos os dígitos iguais são matematicamente válidos, mas são convencionalmente considerados inválidos porque nunca são emitidos pela Receita. Toda validação séria os rejeita.
3. Calcular primeiro dígito verificador: multiplicar cada um dos 9 primeiros dígitos pelos pesos 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2. Somar os produtos. Dividir por 11. O resto define o dígito: se resto for 0 ou 1, o dígito é 0; caso contrário, é 11 menos o resto.
4. Calcular segundo dígito verificador: similar, mas agora com os 10 primeiros dígitos (incluindo o primeiro verificador calculado) e pesos 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2.
Se os dois dígitos calculados baterem com o 10º e 11º dígito do CPF informado, o número é matematicamente válido.
Exemplo prático
Vamos validar o CPF 111.444.777-35:
Nove primeiros dígitos: 1, 1, 1, 4, 4, 4, 7, 7, 7
Primeiro cálculo: (1×10) + (1×9) + (1×8) + (4×7) + (4×6) + (4×5) + (7×4) + (7×3) + (7×2) = 10+9+8+28+24+20+28+21+14 = 162. 162 dividido por 11 = 14 resto 8. Como 8 é maior que 1: dígito = 11-8 = 3. ✓ Bate com o 10º dígito informado.
Segundo cálculo: agora com 10 dígitos, incluindo o 3 calculado. (1×11) + (1×10) + (1×9) + (4×8) + (4×7) + (4×6) + (7×5) + (7×4) + (7×3) + (3×2) = 11+10+9+32+28+24+35+28+21+6 = 204. 204 dividido por 11 = 18 resto 6. Dígito = 11-6 = 5. ✓ Bate com o 11º dígito.
CPF matematicamente válido!
O que a validação NÃO faz
Não verifica existência real: um CPF pode passar na validação matemática e nunca ter sido emitido pela Receita.
Não verifica situação cadastral: um CPF real pode estar regular, pendente, suspenso, cancelado ou nulo. A validação matemática não diferencia.
Não verifica titularidade: a validação não confirma que o CPF pertence à pessoa que se identificou com aquele número.
Para verificar essas informações, é necessário acessar o portal da Receita Federal (necessário autorização) ou usar serviços de consulta pagos como Serasa, Boa Vista ou APIs específicas.
Nossa ferramenta em detalhes
Digite o CPF em qualquer formato: com pontuação (000.000.000-00), sem pontuação (00000000000), com espaços, ou traço apenas. Nossa validação extrai automaticamente os 11 dígitos e aplica o algoritmo completo.
O resultado é instantâneo: verde para válido, vermelho para inválido, com a razão específica (número de dígitos incorreto, sequência repetida, dígito verificador errado).
Todo o processamento acontece no servidor via nossa API, mas o CPF nunca é armazenado — não guardamos histórico de nenhum número consultado.
Uso em programação
Nossa API pública oferece endpoint para integração em aplicações. Um POST em `/api/v1/validar/cpf` com o CPF no body retorna JSON indicando validade, com detalhes sobre a razão em caso de invalidez.
Para aplicações que fazem muitas validações, o ideal é implementar o algoritmo localmente no seu código — não depender de API externa. Existem bibliotecas prontas em todas as linguagens principais: `validation-br` (Node.js), `pycpfcnpj` (Python), `brazilian-values` (PHP), entre outras.
Máscara de CPF em formulários
Boas práticas para formulários que aceitam CPF:
Aplique máscara automática: conforme o usuário digita, formate como 000.000.000-00. Melhora legibilidade e reduz erros.
Valide em tempo real: mostre indicação visual (ícone verde ou vermelho) assim que o CPF for completamente digitado.
Aceite ambos os formatos: armazene sem pontuação (apenas dígitos) e mostre formatado ao exibir.
Trate como sensível: CPF é dado pessoal protegido pela LGPD. Não exponha em URLs, logs ou emails sem necessidade.
Continue por aqui
- Gerador de CPF — quando você precisa do caminho inverso: produzir números válidos para popular ambiente de teste.
Perguntas frequentes
Como funciona a validação do CPF?
Os dois últimos dígitos são calculados a partir dos nove primeiros. Cada dígito é multiplicado por um peso decrescente, soma-se tudo e o resto da divisão por 11 determina o verificador — se o resto for menor que 2, o dígito é 0. O processo se repete para o segundo verificador, já incluindo o primeiro.
Por que 111.111.111-11 é recusado se o cálculo fecha?
Sequências com todos os dígitos iguais satisfazem o cálculo por coincidência matemática, mas nunca foram emitidas pela Receita Federal. Validadores corretos as bloqueiam explicitamente, como este faz.
A validação diz se o CPF está regular na Receita?
Não. O cálculo confirma apenas que o número é bem formado. Situação cadastral — regular, pendente, suspensa, cancelada ou titular falecido — é consultada gratuitamente no portal da Receita Federal, informando CPF e data de nascimento.
O que significam os dois últimos dígitos antes do verificador?
O nono dígito indica a região fiscal onde o CPF foi emitido: 1 para DF, GO, MS, MT e TO; 2 para AC, AM, AP, PA, RO e RR; 3 para CE, MA e PI; 4 para AL, PB, PE, RN; 5 para BA e SE; 6 para MG; 7 para ES e RJ; 8 para SP; 9 para PR e SC; e 0 para RS.