Geradores de Dados Fictícios para Teste
Geradores de CPF, CNPJ, RG, CNH e cadastros fictícios para testar sistemas sem usar dados de pessoas reais. Números matematicamente válidos e sem vínculo com registro algum.
Quem desenvolve software para o mercado brasileiro esbarra sempre no mesmo problema: para testar um formulário de cadastro é preciso um CPF que passe na validação de dígito verificador — e usar o CPF de uma pessoa real em ambiente de teste é tratamento de dado pessoal sem base legal, vedado pela LGPD.
Os geradores desta categoria resolvem isso produzindo números que satisfazem o algoritmo de verificação (módulo 11 para CPF, CNPJ, PIS, RENAVAM e título de eleitor; Luhn para cartões) sem corresponder a nenhum registro emitido. Um CPF gerado aqui passa na sua validação e não pertence a ninguém: não consta na Receita Federal, não está vinculado a cadastro algum e não recupera dado de pessoa nenhuma.
O uso previsto é povoar banco de dados de homologação, exercitar máscaras de entrada, validar regras de formulário e montar massa de teste para QA. Não servem para abrir conta, contratar serviço, fazer compra nem se passar por outra pessoa — números fictícios são recusados em qualquer verificação real, e tentar usá-los assim é crime previsto no Código Penal. Cada página traz esse limite explicado no contexto da ferramenta.
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Por que dado de teste não pode ser dado real
A LGPD trata CPF, RG, endereço e telefone como dado pessoal, e povoar um banco de homologação com dados de clientes reais é tratamento sem base legal — ambiente de teste costuma ter controle de acesso mais frouxo, backup em lugar diferente e credencial compartilhada entre a equipe.
Vazamento a partir de base de teste é um clássico justamente por isso. A anonimização mal feita é o segundo clássico: trocar o nome mantendo o CPF não anonimiza nada, porque o CPF sozinho identifica a pessoa.
Dado sintético resolve na origem — não há titular, então não há tratamento de dado pessoal. É esse o propósito desta categoria.
O que "válido" significa aqui
Válido, nestas páginas, quer dizer uma coisa só: o número satisfaz o cálculo do dígito verificador e passa na validação de formato de um sistema. Não quer dizer emitido, não quer dizer existente e não quer dizer atribuído a alguém.
Um CPF gerado aqui passa na sua função de validação e não consta na base da Receita Federal. Um RENAVAM gerado fecha no módulo 11 e não corresponde a veículo algum. Um número de cartão satisfaz Luhn e nenhum emissor pode autorizá-lo.
Essa é exatamente a propriedade que torna o dado útil para teste e inútil para qualquer outra coisa. Tentar usar esses números para se passar por outra pessoa, abrir conta ou fazer compra não funciona — a verificação real consulta a base do órgão emissor, não o formato — e configura crime.
Massa de teste em lote
Testar um formulário com um registro esconde a maior parte dos defeitos. Os problemas aparecem no volume: paginação que quebra no segundo lote, índice único que estoura com nome repetido, campo dimensionado para o caso médio que transborda no nome longo, ordenação que muda quando entram acentos.
Por isso os geradores aceitam lote — até 100 registros por vez na maior parte deles —, o que cobre a criação de seed de banco, planilha de homologação e fixture de teste automatizado sem escrever script.
O gerador de pessoas vai além do número solto e monta cadastro coerente: nome, CPF, RG, data de nascimento, endereço com CEP e contato, combinados aleatoriamente e sem correspondência com pessoa real.
Senha, QR Code e números aleatórios
Três ferramentas desta categoria não têm relação com documento e fogem da lógica das demais. O gerador de senha produz senhas aleatórias com tamanho e conjunto de caracteres configuráveis, geradas no navegador e nunca transmitidas nem armazenadas. O gerador de QR Code converte texto ou URL em código lido por qualquer câmera. O de números aleatórios sorteia em qualquer intervalo, para rifa, amostragem e desempate.
Estão agrupadas aqui por serem geradores no sentido literal — produzem algo novo em vez de verificar algo existente —, e não por compartilharem o contexto de dado de teste.
Outras categorias
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