Gerador de CNPJ
Gera CNPJs válidos para testes.
O que é o CNPJ e como é estruturado?
O CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica) é o número de identificação de empresas junto à Receita Federal do Brasil, equivalente ao CPF para pessoas jurídicas. Criado em 1998 substituindo o antigo CGC, é obrigatório para toda empresa, associação, ONG, condomínio ou entidade que atue formalmente no país.
O número possui 14 dígitos divididos em quatro partes com significados específicos:
Primeiros 8 dígitos (raiz): identificam a empresa. Todas as filiais de uma mesma empresa compartilham essa raiz.
Dígitos 9 a 12 (filial): identificam a unidade. A matriz sempre é 0001, e as filiais são numeradas em ordem crescente (0002, 0003 etc).
Últimos 2 dígitos: são os dígitos verificadores, calculados pelo mesmo padrão matemático do CPF, mas com pesos específicos.
Por que precisar gerar CNPJs para testes?
Sistemas que integram com contribuições federais, notas fiscais eletrônicas (NFe), integrações com Sintegra e Sefaz, e-commerce B2B, sistemas de gestão empresarial (ERPs) e plataformas fiscais precisam validar CNPJs em cadastros de fornecedores, clientes corporativos e emissores de nota. Testar essas integrações com CNPJs reais é problemático por dois motivos: viola a LGPD e pode disparar consultas em APIs de produção contra CNPJs de terceiros.
Por isso, todo desenvolvedor que trabalha com sistemas B2B ou fiscais no Brasil eventualmente precisa gerar CNPJs válidos matematicamente para popular ambientes de homologação e cargas de teste.
Algoritmo de validação do CNPJ explicado
Os dois últimos dígitos são calculados usando uma sequência de pesos:
Primeiro dígito verificador: os 12 primeiros dígitos são multiplicados pelos pesos 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2 respectivamente. Soma-se tudo, divide-se por 11, e o resto define o dígito.
Segundo dígito verificador: agora com 13 dígitos (12 originais + primeiro verificador), aplicam-se os pesos 6, 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2. Mesmo processo.
Regra em ambos: se o resto for 0 ou 1, o dígito é 0. Caso contrário, é 11 menos o resto.
Situações cadastrais possíveis
Diferente de um CPF gerado (que é apenas matematicamente válido), um CNPJ real pode estar em várias situações cadastrais:
Ativa: empresa em pleno funcionamento fiscal.
Suspensa: temporariamente impedida de operar por pendências.
Inapta: perdeu regularidade fiscal (comum em empresas inativas por muito tempo).
Baixada: encerrou atividades formalmente.
Nula: cadastro foi anulado, geralmente por fraude na abertura.
Os CNPJs gerados aqui não constam em nenhuma dessas situações — não existem na base da Receita.
Casos de uso do gerador de CNPJ
Sistemas de emissão de nota fiscal: testar emissão de NFe em ambiente de homologação com CNPJs fictícios de destinatário.
ERPs e sistemas de gestão: popular cadastros de fornecedores e clientes em ambientes de desenvolvimento.
E-commerces B2B: criar contas corporativas de teste para validar checkout, cálculo de impostos e integrações.
Sistemas contábeis: testar importação em lote de contribuintes, integrações com Sped, DCTF e outras obrigações.
Plataformas de crédito e cobrança: testar análise de crédito, geração de boletos, integrações bancárias.
Sistemas governamentais e prefeituras: homologar sistemas municipais que envolvem cadastro de empresas.
Como usar CNPJs gerados de forma correta
Alguns cuidados são importantes ao trabalhar com CNPJs gerados:
Não use em ambiente de produção real, apenas em homologação, desenvolvimento ou testes.
Se sua aplicação faz consulta em API externa (como ReceitaWS, Serasa ou API oficial da Receita), os CNPJs gerados vão retornar erro ou "não encontrado". Isso é esperado — configure seus testes para tolerar esse cenário.
Nunca use CNPJs gerados para tentar cadastrar em sistemas reais de terceiros. Isso pode configurar tentativa de fraude, mesmo que o cadastro não seja aceito.
Documente em seu código que a base de dados de teste contém CNPJs fictícios, para evitar que futuros desenvolvedores confundam com dados reais.
Estrutura de filiais no CNPJ
Nossa ferramenta gera CNPJs com filial padrão 0001 (matriz). Isso é o padrão para maioria dos testes. Se você precisa simular uma rede de filiais, gere um CNPJ base e edite manualmente os dígitos de filial de 0002 em diante — mas atenção: nesses casos os dois últimos dígitos verificadores mudarão, e você precisará recalcular.
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- Validador de CNPJ — para conferir na volta que o número gerado fecha — é o mesmo cálculo, módulo 11 sobre 12 dígitos, com pesos que reiniciam, feito ao contrário.
Perguntas frequentes
O CNPJ gerado existe de verdade?
Não. Os CNPJs gerados são matematicamente válidos (passam na validação dos dígitos verificadores), mas são números aleatórios que não correspondem a nenhuma empresa registrada na Receita Federal.
Para que serve um gerador de CNPJ?
Para testes de desenvolvimento de software: validação de formulários, testes de integração com sistemas fiscais e preenchimento de ambientes de homologação sem usar dados de empresas reais.