Número por Extenso
Converte números em texto por extenso em português.
Para que serve escrever números por extenso?
Escrever números por extenso é obrigatório em diversos documentos legais e formais no Brasil. Contratos, cheques, procurações, recibos, notas promissórias e testamentos geralmente exigem que os valores numéricos sejam acompanhados de sua forma por extenso — para evitar adulterações, garantir clareza e atender à exigência formal de certos cartórios e instituições.
Esta ferramenta converte qualquer número (inteiro ou decimal) em sua forma por extenso em português do Brasil, seguindo as regras gramaticais corretas.
Regras de escrita por extenso em português
A escrita de números por extenso em português segue a gramática normativa. Números compostos por milhares e centenas usam "e" em algumas situações e não em outras — é uma das áreas mais confusas da língua portuguesa para falantes nativos.
Regra geral: usa-se "e" entre as centenas e as dezenas/unidades quando as centenas não são exatas. "Duzentos e trinta e dois" (232). Mas "duzentos" sozinho, sem "e". Entre milhares e centenas, usa-se "e" quando as centenas são menores que 100: "mil e cinquenta" (1050), mas "dois mil e trezentos" (2300) usa "e" antes das dezenas, não entre o milhar e a centena.
Nossa ferramenta aplica essas regras automaticamente, economizando verificação manual para documentos formais.
Valores monetários por extenso
Em documentos financeiros, valores são escritos com a moeda: "R$ 1.500,00 (mil e quinhentos reais)". Cheques exigem que o valor por extenso preencha todo o espaço disponível para evitar adulteração — é por isso que documentos bancários às vezes usam fórmulas como "***mil e quinhentos reais***". Nossa ferramenta gera o texto sem asteriscos, pronto para uso em documentos digitais.
Regras da escrita por extenso em português
A conjunção "e" entra entre centena, dezena e unidade dentro de cada classe: cento e vinte e três. Entre classes (milhar, milhão), ela só aparece quando a classe menor tem valor abaixo de cem ou é uma centena exata — mil e trinta, dois mil e quinhentos —, mas some quando há três dígitos significativos: dois mil quinhentos e trinta.
"Cento" ou "cem"? Cem é a forma exata (100, cem mil); cento é usado quando há acréscimo (cento e um, cento e cinquenta). Milhão e bilhão vão para o plural quando multiplicados: dois milhões. Já mil é invariável: escreve-se dois mil, nunca "dois mis".
Um detalhe de escala: no Brasil e em Portugal usa-se a escala longa parcialmente adaptada, em que um bilhão vale mil milhões (10⁹) — o mesmo que o billion americano. Já a escala longa clássica, ainda usada em alguns países europeus, chamaria isso de mil milhões.
Valores monetários em documentos
Em cheque, contrato, nota promissória, procuração e recibo, o valor por extenso é o que prevalece em caso de divergência com o numérico. Não é formalidade: é a proteção contra adulteração, já que alterar um algarismo é trivial e alterar uma frase escrita não é.
A forma padrão é R$ 1.234,56 (mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos). Os centavos são escritos por extenso também, e o singular vale para exatamente um real ou um centavo. Ao preencher documento manuscrito, preencha todo o espaço que sobrar com traços para impedir acréscimos.
Cardinais, ordinais e a leitura de datas
Números por extenso podem ser cardinais (um, dois, três — quantidade) ou ordinais (primeiro, segundo, terceiro — posição). Em datas, o dia 1º é o único lido como ordinal: diz-se primeiro de janeiro, mas dois de janeiro. Em artigos de lei, a convenção é ordinal até o nono (artigo primeiro, artigo nono) e cardinal a partir do dez (artigo dez).
Onde é obrigatório
Cheques, contratos, notas promissórias, procurações, recibos, petições judiciais, atas, editais de licitação e documentos notariais em geral. Em vários desses casos a exigência é legal, não apenas costume.
Continue por aqui
- Números Romanos — a outra conversão de número para outra representação escrita.
- Calculadora de Porcentagem — se o valor por extenso é de um cálculo que ainda precisa ser feito.
Perguntas frequentes
Quando se usa "cem" e quando se usa "cento"?
Cem é a forma exata (100, cem mil); cento é usado quando há acréscimo — cento e um, cento e cinquenta. Da mesma forma, milhão e bilhão vão para o plural quando multiplicados (dois milhões), mas mil é invariável: dois mil, nunca "dois mis".
Por que o valor por extenso é obrigatório em cheques e contratos?
Porque ele prevalece em caso de divergência com o numérico. Não é formalidade: é proteção contra adulteração, já que alterar um algarismo é trivial e alterar uma frase escrita não é.
Como escrever valores em reais por extenso?
No formato R$ 1.234,56 (mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos). Os centavos também vão por extenso, e o singular vale para exatamente um real ou um centavo.
Quando usar ordinal em vez de cardinal?
Em datas, apenas o dia 1º é ordinal: primeiro de janeiro, mas dois de janeiro. Em artigos de lei, a convenção é ordinal até o nono (artigo primeiro, artigo nono) e cardinal a partir do dez (artigo dez).